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A razão pela qual Cristo veio ao mundo; o ofício de Jesus como Pastor; a morte voluntária de Cristo

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08/07/2024

Leia João 10.10-18



Essa passagem nos mostra, em primeiro lugar, o grande motivo pelo qual Cristo veio ao

mundo. Ele disse: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância".

A verdade contida nessas palavras é sobremodo importante. Elas fornecem um antídoto para muitas das incorretas e grosseiras ideias que se propagam no mundo. Cristo não veio apenas para ensinar uma nova moralidade, ou ser um exemplo de santidade e autonegação, ou o fundador de novas cerimônias, assim como alguns têm afirmado. Ele deixou os céus e habitou durante trinta e três anos na terra com um propósito mais sublime do que esses. O Senhor Jesus veio para obter a vida eterna ao custo de sua própria morte vicária na cruz e para se tornar uma inesgotável fonte de vida espiritual para todos os homens, fonte da qual os pecadores podem beber pela fé e, bebendo, viver para sempre. Por intermédio de Moisés, vieram a lei, as ordenanças, as regras e as cerimônias. Por meio de Cristo, vieram a graça, a verdade e a vida eterna. Essa doutrina é importantíssima; por isso, precisa ser reforçada com uma palavra de cautela. Não podemos exagerar o significado das palavras de nosso Senhor. Não devemos imaginar que a vida eterna fosse inteiramente desconhecida até que Cristo veio ou que os santos do Antigo Testamento estivessem nas trevas acerca do mundo vindouro. O caminho de vida pela fé em um Salvador era bem conhecido por Abraão, Moisés e Davi. Um Redentor e um sacrifício eram a esperança de todos os filhos de Deus, desde Abel até João Batista. No entanto, a maneira como eles viam essas coisas era necessariamente imperfeita. Eles as viam ao longe, sem clareza; apenas como um esboço, e não em sua inteireza. A vinda do

Messias esclareceu todas as coisas e fez as sombras desaparecerem. A vida e a imortalidade foram trazidas à luz por meio do evangelho. Em resumo, usando as palavras de nosso Senhor, mesmo aqueles que tinham vida desfrutaram-na mais abundantemente quando Cristo veio ao mundo.

Em segundo lugar, essa passagem nos mostra um dos principais ofícios que nosso Senhor realizou em favor dos crentes verdadeiros. Duas vezes ele usou uma expressão que, para os ouvintes do Oriente, seria plena de significado. Ele disse enfaticamente: "Eu sou o bom pastor". Essa é uma declaração repleta de instrução e consolo.

À semelhança do bom pastor, Cristo sabe tudo a respeito de seu povo. Seus nomes, famílias, residências, circunstâncias, vida particular, experiências e provações - Cristo está familiarizado com tudo isso. Não existe uma coisa sequer, na vida da mais simples de suas ovelhas, que ele não saiba. Os filhos deste mundo conhecem os crentes e consideram suas vidas uma tolice; mas o bom Pastor os conhece completamente e, embora os conheça, não os rejeita (e isso é maravilhoso!). Assim como o bom Pastor, o Senhor Jesus cuida amavelmente de todo o seu povo. Ele supre todas as suas necessidades no deserto deste mundo e os conduz pelo reto caminho à cidade em que habitarão. Suporta pacientemente as muitas fraquezas e imperfeições de suas ovelhas e não as rejeita por serem geniosas, frágeis, errantes ou aleijadas. Ele as guarda e protege contra todos os seus inimigos, assim como Jacó fez com o rebanho de Labão. O Senhor Jesus verá que, de todos os que o Pai lhe deu, nenhum se perdeu ao final.

Assim como um bom pastor, Cristo deu a sua vida pelas ovelhas. Ele fez isso de uma vez por todas, quando foi crucificado em favor delas. Ao ver que nada poderia livrá-las do inferno e de Satanás, exceto seu próprio sangue, o Senhor Jesus, voluntariamente, ofereceu-se como oferta pelos pecados das ovelhas. Agora ele está apresentando, no trono do Pai, o mérito daquele sacrifício. As ovelhas estão salvas para sempre porque o bom Pastor morreu por elas. Isso, sem dúvida, revela um amor que excede todo entendimento! "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (Jo 15.13).

Estejamos atentos para que esse ofício de Cristo não se torne inútil para nós. No último dia, nenhum proveito haverá em Jesus ser Pastor se, durante nossa vida, jamais ouvimos sua voz nem o seguimos. Se amamos a vida, juntemo-nos ao seu rebanho, sem demora. A menos que façamos isso, ficaremos à esquerda do trono de Jesus, no Dia do Juízo, e estaremos perdidos para sempre.

Por último, esses versículos nos mostram que Cristo morreu por sua própria e espontânea vontade. E ele usou uma notável expressão para nos ensinar isso: "Eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la".

Essa verdade é muitíssimo importante. Em qualquer momento, jamais devemos imaginar que nosso Senhor não tivesse poder para evitar seus sofrimentos e que foi entregue a seus inimigos e crucificado porque não podia impedi-lo. Nada poderia estar mais longe da verdade. A traição de Judas, os soldados dos sacerdotes, a inimizade dos escribas e fariseus, a injustiça de Pôncio Pilatos, o rude tratamento dos soldados romanos, o açoitamento, os cravos e a lança - todas essas coisas não poderiam ter causado qualquer mal ao Senhor Jesus se ele não as houvesse permitido. Com certeza, ele podia afirmar: "Acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?" (Mt 26.53). A verdade evidente é que nosso Senhor submeteu-se à morte por sua própria e livre vontade, pois sabia que esse era o único meio de fazer expiação pelos pecados do homem. Ele derramou sua alma na morte com todo o desejo de seu coração, porque estava determinado a pagar a nossa dívida com Deus e nos redimir do inferno. Por causa da alegria que lhe estava proposta, ele, voluntariamente, suportou a cruz e entregou sua vida, a fim de que nós, através de sua morte, tenhamos a vida eterna. A morte de Cristo não foi a de um mártir que sucumbiu vencido por seus inimigos, mas, sim, a de um conquistador triunfante, ciente de que, mesmo ao morrer, ganharia para si mesmo e para seu povo um reino e uma coroa de glória. Façamos nossas almas descansar nessas poderosas verdades e sejamos agradecidos a Deus. Um Salvador disposto e amável, que veio ao mundo especialmente para trazer vida ao homem, é o Salvador de que todos precisamos. Se ouvirmos a sua voz, arrependermo-nos e crermos, ele será nosso Redentor.


Leituras diárias compiladas para o Ministério das Mulheres IESBR por Sónia Ramos


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